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[Case de sucesso] Aceleração no preparo de colaboradores agrícolas: como reduzir em 58% o tempo até a plena produtividade

A curva de aprendizado representa o período necessário para que um colaborador desenvolva domínio da função e alcance o nível esperado de produtividade. Em operações com alta contratação, turnover elevado e…

Curva de aprendizado: 58% menos tempo até a produtividade

A curva de aprendizado representa o período necessário para que um colaborador desenvolva domínio da função e alcance o nível esperado de produtividade. Em operações com alta contratação, turnover elevado e atividades que exigem aprendizado em campo, quanto mais longa essa curva, maior o número de pessoas trabalhando abaixo da plena produtividade.

Esse era o cenário de uma operação agrícola com colheita distribuída em 26 fazendas em São Paulo e no Triângulo Mineiro, responsável pelo abastecimento de matéria-prima para a indústria. No pico da safra, a operação reunia cerca de 12 mil colaboradores, muitos deles sem experiência prévia na função.

O desafio ganhava escala com um turnover de 7% ao mês, equivalente a 84% ao ano, e um tempo de 120 dias para que um novo colaborador atingisse a plena produtividade.

Na prática, grande parte da força de trabalho permanecia na parte baixa da curva de aprendizado. Enquanto novos profissionais entravam, outros saíam, e a operação precisava sustentar produtividade, qualidade e segurança em 26 fazendas simultaneamente.

Com apoio da Make Gestão, o trabalho partiu dos dados para responder a uma pergunta decisiva: o que os melhores colaboradores faziam de diferente e como transformar esse conhecimento em um método que pudesse ser ensinado em escala?

A resposta levou a uma redução de 58% no tempo de preparo, de 120 para 50 dias, além de até 2 vezes mais produção diária durante a fase de aprendizado.

Continue a leitura e veja como dados, observação em campo, padronização e treinamento transformaram o conhecimento de poucos em uma jornada de aprendizado replicável.


O desafio: quando a curva de aprendizado segura a produtividade da operação

Contratar pessoas era apenas uma parte do problema. A operação precisava preparar continuamente colaboradores sem experiência prévia para uma atividade diretamente ligada ao abastecimento de matéria-prima da indústria.

Com turnover de 7% ao mês, o fluxo de entrada e saída era constante. Ao mesmo tempo, cada novo colaborador levava 120 dias para atingir a plena produtividade.

O efeito aparecia na composição da própria força de trabalho: uma parcela relevante da equipe estava sempre em processo de aprendizado.

Esse cenário também trazia custos elevados com:

  • Admissão;

  • EPI;

  • Verbas rescisórias.

O desafio, portanto, tinha duas dimensões: reduzir drasticamente o tempo necessário para formar um colaborador e criar uma forma de fazer isso simultaneamente nas 26 fazendas.

A operação precisava acelerar a curva de aprendizado sem abrir mão de produtividade, qualidade ou segurança.


A pergunta que mudou o caminho: o que os melhores faziam de diferente?

Antes de estruturar um novo treinamento, era preciso entender a realidade da operação.

A Make Gestão começou investigando o desempenho dos próprios colaboradores.

Em vez de partir apenas de uma percepção sobre quem trabalhava melhor, a análise cruzou 9 indicadores de performance em três vertentes fundamentais:

Produtividade, qualidade e segurança.

Os indicadores avaliados foram:

  1. Produtividade;

  2. Qualidade da fruta;

  3. Perdas/refugo;

  4. Brix;

  5. Ratio;

  6. Acidentes;

  7. Uso de EPI;

  8. Disciplina operacional;

  9. Assiduidade/pontualidade.

A leitura multivariada permitiu agrupar os colaboradores em 5 clusters de desempenho e comparar matematicamente os grupos.

Foi aí que surgiu uma informação decisiva para o projeto.


15% dos colaboradores mostraram onde estava o melhor método

A análise identificou que cerca de 15% dos colaboradores entregavam resultado muito acima dos demais nas três vertentes: produtividade, qualidade e segurança.

O Cluster 5, formado pelos colaboradores com melhor desempenho combinado em produtividade, qualidade e segurança, tornou-se a referência para identificar as práticas que poderiam ser replicadas na operação. 

Mas identificar os melhores não resolvia o problema sozinho. Era necessário descobrir o que existia na forma de trabalhar dessas pessoas que poderia ser aprendido e replicado.

A equipe passou então a realizar sessões de acompanhamento em campo com os colaboradores de melhor desempenho.

O objetivo era observar como eles executavam as atividades, quais práticas adotavam e o que diferenciava seu trabalho dos demais.

Foi nesse ponto que conhecimento tácito, aquilo que os profissionais experientes faziam na prática, começou a se transformar em conhecimento replicável.

“Do conhecimento de poucos, para um método que todos seguem e que gera resultado todos os dias.”

(Gustavo Caçador, CTO da Make Gestão)

A frase traduz a lógica central do case: encontrar o que já funcionava dentro da operação e criar condições para que esse conhecimento deixasse de pertencer apenas aos melhores.


Da experiência dos melhores para um método que pudesse ser ensinado

Depois de identificar as práticas de referência, veio o próximo desafio: transformar aquilo em um processo estruturado de aprendizado.

A Make Gestão detalhou as tarefas críticas, desenvolveu materiais de treinamento didáticos e estruturou uma matriz de habilidade com sequência lógica de aprendizado.

Essa organização permitiu criar uma jornada clara para quem estava entrando na função.

[H3] Uma jornada de aprendizado estruturada

O processo foi organizado nas seguintes etapas:

  1. Boas-vindas e segurança

  2. Fundamentos da colheita

  3. Técnicas e padrões

  4. Prática supervisionada

  5. Avaliação e certificação

  6. Acompanhamento em campo

O aprendizado deixou de depender apenas da experiência individual ou da transmissão informal entre colegas. Passou a existir uma sequência estruturada para desenvolver as habilidades necessárias até a plena produtividade.


Como levar o mesmo padrão para 26 fazendas?

Reduzir a curva de aprendizado em uma unidade já seria um desafio. A operação precisava fazer isso em 26 fazendas simultaneamente.

Por isso, padronização e escala faziam parte do projeto desde o início.

A estruturação incluiu uma escola regional de treinamento para escala nas 26 fazendas, permitindo levar o método desenvolvido para diferentes frentes da operação.

O caminho foi construído em uma sequência clara:

Coleta de dados → clusterização e análise → identificação das causas → padronização do método → treinamento e escala → resultados sustentáveis.

Essa lógica conectou análise e execução.

Os dados mostraram onde estavam as diferenças de desempenho, enquanto a observação em campo ajudou a entender como os melhores colaboradores executavam o trabalho. A partir daí, a padronização transformou esse conhecimento em método, e o treinamento criou as condições para replicá-lo em escala.


Resultado: de 120 para 50 dias até a plena produtividade

O impacto apareceu diretamente na curva de aprendizado. O tempo necessário para atingir a plena produtividade caiu de 120 para 50 dias. Isso representa uma redução de 58% no tempo de preparo.

Na média, cada colaborador passou a atingir a plena produtividade 70 dias antes. A mudança também trouxe impacto durante o próprio período de formação.


Até 2 vezes mais produtividade durante a fase de aprendizado

Os colaboradores passaram a alcançar até 2 vezes mais produção diária na fase de aprendizado.

Ou seja, o ganho não aconteceu apenas quando o profissional chegou ao fim da curva. A produtividade aumentou durante a própria jornada de desenvolvimento.


Retorno financeiro já no primeiro ano

O projeto registrou retorno financeiro expressivo já no 1º ano de aplicação, além de ganhos sustentados em todas as safras com cada nova leva de colaboradores. 


Ganho sustentado safra após safra

Outro resultado importante foi a sustentação. O método passou a ser aplicado a cada nova leva de colaboradores, mantendo o ganho por todas as safras.

Isso permitiu que a melhoria deixasse de depender apenas das pessoas que participaram da fase inicial do trabalho.


O que mudou na operação além da curva de aprendizado

A redução do tempo de preparo foi o resultado mais visível, mas o case envolveu outras dimensões da operação.

Entre os ganhos registrados estão:

  • Mais produtividade em menos tempo;

  • Melhor qualidade da matéria-prima;

  • Mais segurança para todos;

  • Padronização e escala em 26 fazendas;

  • Menor custo operacional;

  • Resultados sustentáveis safra após safra.

A combinação é relevante porque produtividade, qualidade e segurança já estavam presentes desde o início da análise.

O objetivo não era acelerar o aprendizado olhando apenas para quantidade produzida. O método nasceu da observação dos colaboradores que apresentavam desempenho superior nas três vertentes simultaneamente.


Curva de aprendizado: quando os dados encontram o conhecimento de quem executa

Um dos pontos mais fortes deste case está na origem da solução. O conhecimento necessário para melhorar o processo já existia dentro da própria operação.

Estava concentrado nos cerca de 15% dos colaboradores que apresentavam desempenho muito acima dos demais.

A Make Gestão utilizou dados para encontrar essas referências, acompanhou a execução em campo, transformou conhecimento tácito em método e estruturou uma jornada capaz de levar esse padrão para novos colaboradores.

Essa abordagem permitiu sair de 120 para 50 dias até a plena produtividade e criar um processo replicável nas 26 fazendas.

O resultado não veio de acelerar treinamento por acelerar. Veio de descobrir o que precisava ser aprendido, em qual sequência e com base em quais práticas.


Como a Make Gestão transforma conhecimento operacional em capacidade de execução

Na Make Gestão, dados e método trabalham a serviço da execução.

Neste projeto, a atuação começou com uma leitura multivariada de 9 indicadores, passou pela identificação dos melhores desempenhos, entrou em campo para compreender as práticas de referência e avançou até a padronização, treinamento e escala.

O trabalho conectou pessoas, processo e análise para resolver uma dor concreta da operação: uma curva de aprendizado de 120 dias em um ambiente com turnover de 7% ao mês e aproximadamente 12 mil colaboradores no pico da safra.

Ao estruturar o conhecimento que antes estava concentrado em poucos profissionais, a operação passou a formar pessoas mais rapidamente e a repetir o método a cada nova safra.


Quanto custa manter novos colaboradores por 120 dias abaixo da plena produtividade?

Essa é uma pergunta que operações com alto volume de contratação precisam fazer.

Quando a curva de aprendizado é longa, o impacto não fica restrito ao treinamento. Ele acompanha a produtividade, a qualidade, a segurança e o custo da operação durante todo o período de formação.

Neste case, transformar as práticas dos melhores em um método estruturado reduziu o tempo até a plena produtividade de 120 para 50 dias.

Se sua operação contrata muito, demora para formar pessoas e vê uma parcela relevante da equipe sempre abaixo da plena produtividade, talvez o problema não esteja apenas em contratar mais. Pode estar na forma como o conhecimento é identificado, estruturado e transferido.

Converse com os especialistas da Make Gestão e descubra onde sua curva de aprendizado está consumindo produtividade e como transformar o conhecimento da operação em um método capaz de ganhar escala. Agende uma Sessão Diagnóstica com a Make Gestão.


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